Prantos Secos
Texto e Locução : Delurdes Moraes
 

Paixão,
desgoverna minha alma
enfureça minha sensatez,
quero de tudo a calma
e florescer outra vez.

Quero,
noites sábias
sem repúdio ou ira.
Uma alma forte
no meu peito delira.

Prestem atenção.
Visão que cega,
razão que fragiliza,
quero amar o amor dos mares
revoltos e abertos.

Quero
mergulhar todos os males e medos
e seus becos,
na amplidão dos desertos,
com seus prantos secos.

Quero
ouvir seu coração
todos seus sins e nãos seus
olhar nos olhos meus
antes de dizer porque,
adeus.


Delurdes Moraes