A Vizinha

 

Tão linda sozinha,direto da praia,

trazia a vizinha nas mãos sua saia,

nas mãos uma luva e a noite, chuva.

Ferindo calçadas a fina sandália

o sono desperta, na rua deserta

a vista não falha e nem , a navalha.


Em noite de lua lá vai ela,

no canto da rua postar-se à janela,

e nem uma vela.

Um dia uma foto.

Ve r m e l h a!

Não ! Não é que se assemelha

é ela...aquela... a vizinha, é sim.

Ela,quis o seu fim.

Foi dela o gesto fatal.

Na boca o carmim,

nas mãos , o jornal.

Inspirado na obra de Nelson - revista em 14/08/2008
Delurdes Moraes


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